O QUE FOI A REFORMA PROTESTANTE?

A Reforma Protestante foi um dos maiores movimentos da história, consistindo em um retorno à Palavra de Deus. Ela salientou o valor incomparável das Escrituras, reconhecendo-a como a nossa única regra de fé e prática. Esse princípio resplandeceu bem cedo no coração de um jovem monge alemão chamado Martinho Lutero (1483-1546), que foi usado por Deus para dar início a esse movimento no início do século 16. Esse princípio apareceu pela primeira vez de forma nítida em um discurso redigido por Lutero possivelmente para ser lido diante do concílio de Latrão, em Roma, no ano de 1516, um ano antes de ele dar início oficialmente à Reforma. Nele, afirmava o então monge agostiniano:

“A maior e primeira de todas as preocupações – Ah, se eu pudesse inscrever com letra de fogo em vossos corações! – é que os ministros, antes tudo, preguem ricamente a Palavra da Verdade. O globo terrestre é repleto, sim, repleto até em profusão com toda imundícia possível de doutrina. O povo ´s submetido a tantas leis, a tantas opiniões de homens, sim, até mesmo a matérias supersticiosas; é inundado por elas – não se pode dizer ‘ensinado’ – de modo que a Palavra da Verdade praticamente nem sequer mais sussurra; sim, em muitos lugares, nem sequer mais isso. O que pode aí nascer, se é concebido com palavras de homens, em não com a Palavra de Deus?”

Nos dias de Lutero, havia o nefasto comércio das indulgências, a igreja romana desprestigiava-se a olhos vistos, a ponto de revoltar seus líderes honestos e esclarecidos. Como se não bastassem as somas vultosas de muitas maneiras canalizadas para o Vaticano, aquele vergonhoso tráfico tornava as populações da Europa muitos pobres, tanto financeira como moral e espiritualmente. O povo e os príncipes estavam já cansados da tirana papal e de suas incríveis extorsões, abusos e exigências.

As 95 Teses ou Disputação do Doutor Martinho Lutero sobre o Poder e Eficácia das Indulgências (em latim: Disputatio pro declaratione virtutis indulgentiarum) são uma lista de proposições para uma disputa acadêmica escritas em 1517 por Martinho Lutero, professor de teologia moral da Universidade de Wittenberg, Alemanha, as quais iniciaram a Reforma Protestante.

Além das indulgências, eram vendidas a terra com a qual Adão fora feito; cera dos ouvidos e leite da “virgem” maria; até fios de cabelo e da barba do Salvador. As Relíquias dos “santos” transformaram-se em amuletos e a simples oração foi coisificada nos rosários. A superstição era a ordem do dia. Acreditava-se, por exemplo, que ninguém podia ter um derrame (AVC) ou ficar cego durante uma missa e muito menos envelhecer!

A Reforma teve precursores. Nos séculos 10 a 12, havia três grupos distintos de cristãos: os romanos, encabeçados por papas coo Gregório VII e Inocêncio III, que pretendiam fundar uma monarquia universal, tano no sentido espiritual como político. Os ortodoxos, que defendiam uma ideia de uma igreja nacional; os evangélicos, constituídos dos valdenses e albigenses, que eram apologistas da separação. Somente este último grupo tinha a bíblia como regra de fé e prática, e procurava viver santamente. Eram estes continuadores dos movimentos cristãos e, biblicamente, correspondiam à verdadeira igreja de Cristo.

Outro homens antecederam Lutero em sua luta, como John Wycliffe (1328-1384), João Huss (1369-1415) e Girolamo Savonarola (1452-1498), denominados como pré-reformadores, mas com foi o monge agostiniano que a Reforma foi deflagrada. No dia 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero fixou na Catedral de Wittenberg suas famosas noventa e cinco teses. Com esse manifesto, o monge alemão proclamava corajosamente o retorno da Igreja ao cristianismo apostólico.

(extraído e adaptado do jornal Mensageiro da Paz, edição 1589)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *