CASA DE FARINHA AJUDA NA SEGURANÇA ALIMENTAR DE TRIBO INDÍGENA NA VENEZUELA

A Venezuela atravessa um triste momento de sua história, uma nação que a décadas atrás vivia uma prosperidade absoluta; hoje atravessa uma grave crise política, econômica e social. Falta de tudo na Venezuela, milhares de pessoas cruzam a fronteiras de países vizinhos diariamente em busca de abrigo e alimentos.

Pensando numa alternativa que viesse contribuir com a segurança alimentar da população da Comunidade indígena, os missionários Silval França e Eliane Rosa, mantidos pela Missão Belém da AD Hortolândia desenvolveram o projeto “CASA DE FARINHA”. O projeto funciona na aldeia indígena de POZO OSCURO na região de Tumeremo (Província de Bolívar) e atende dezenas de famílias. Os alimentos são preparados e divididos entre todos da comunidade.

CASA DE FARINHA

casa de farinha é o local onde se transforma a mandioca em farinha, ingrediente usado na fabricação de vários alimentos, entre os quais o beiju, conhecido pelos índios como mbyú.

O processo de produção da farinha de mandioca começa no plantio das manivas (Mandioca). Depois da colheita da raiz (tubérculo), a mandioca é levada direto da roça para a casa de farinha, onde é descascada e colocada na água para amolecer e fermentar ou pubar. Em seguida, é triturada ou ralada em pilão ou no ralador ou caititu. A mandioca ralada vai caindo em um cocho, sendo depois prensada no tipiti (tipi = espremer e ti = líquido, na língua tupi) para retirar um líquido chamado manipueira (ácido anídrico). Depois de peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo.

Na casa de farinha as tarefas são divididas: alguns homens são responsáveis pelo processo de arrancar a mandioca da roça e transportá-la para a casa de farinha. As mulheres e crianças raspam os tubérculos e extraem o amido ou polvilho, o trabalho se estende pela noite.

A farinha de mandioca é mais usada para se fazer vários tipos de farofa, pirão, beiju e em uma grande quantidade de receitas da culinária dos países da América do Sul.

A casa de farinha ajudou a fixar o homem à terra, transformando a mandioca num importante alimento, responsável pela diminuição da fome em muitas regiões.

PAIXÃO, Ana Rita; LEMOS, Fernando. Casa de farinha. Rio de Janeiro: Secretaria de Estado de Ciência e Cultura. Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, 1986.

 

A Redação

 

 

Uma resposta para “CASA DE FARINHA AJUDA NA SEGURANÇA ALIMENTAR DE TRIBO INDÍGENA NA VENEZUELA”

  1. Valdemar Sartorelli disse:

    bença pura

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